Igreja Evangélica Baptista

São João da Madeira

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Prioridade às Pessoas

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"Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o Filho do homem para que o visites? Contudo, pouco menos o fizeste do quem os anjos, e de glória e de honra o coroaste." Salmo 8:4-5
Nós somos seres de tradições, umas ajudam-nos a ser felizes, outras prendem-nos.
O que interessa é percebermos se as tradições são úteis para a nossa vida. Jesus enfrentou a tradição de sábado que colocava o sábado a cima das pessoas, esquecendo-se que o sábado foi criado para o bem do homem e não o homem para o sábado. Em Mateus 12:1-13, Jesus:
I. Atende às necessidades dos seus discípulos. Mateus 12:1
Os seguidores de Cristo, estavam com fome. Jesus levou-os a uma seara afim de os alimentar. Ele não se preocupou com a tradição religiosa de no sábado não se colher nem se debulhar. A intensão de Jesus era suprir a fome dos seus discípulos.
II. Defende os seus discípulos das tradições humanas. Mateus 12:2-8
Os líderes religiosos ao verem os discípulos de Jesus a colher as espigas e a comerem o seu trigo indignaram-se por eles estarem a quebrar a tradição de guardar o sábado. Para eles neste dia as pessoas não deviam fazer nada. A tradição rabínica tinha colocado uma série de coisas que os judeus não podiam fazer ao sábado. Uma deles era a da colheita. Ao ser confrontado com a ilegalidade da colheita ao sábado, Jesus defende os seus discípulos, recordando o episódio de Davi, de num sábado entrar na casa do Senhor para comer. (I Samuel 21:6) Jesus termina a argumentação citando Oseias 6:6 “Por misericórdia quero e não sacrifício”
III. Defende a legalidade de fazer o bem no sábado. Mateus 12:9-13
Com o intuito de o testar, os judeus ao verem um homem com a mão mirrada perguntaram se era lícito curar ao sábado. Perante esta questão, Jesus interroga se eles vendo uma das suas ovelhas a cair na cova de leão num sábado não a iriam salvar. Perante esta pergunta ficaram calados. Jesus conclui é lícito fazer bem ao sábado e logo de seguida cura o homem. Cristo Utiliza a oportunidade de curar um homem para mostrar que fazer o bem está acima das tradições.
Conclusão
 Jesus preocupou-se mais com as necessidades das pessoas do que com as tradições. Quando uma pessoa carece de algo, devemos fazer tudo para ajudá-la a ultrapassar a sua necessidade, manifestando o amor de Deus.

A Integridade como Prioridade Máxima

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Muitas empresas e organizações incluem a integridade na lista de valores fundamentais para o melhor desempenho e orientação das suas operações quotidianas. Embora o desejo de nutrir uma cultura de integridade seja admirável, tal propósito pode ser arruinado por alguém. 
A integridade numa empresa ou organização não é meramente um princípio nobre, patrocinado pelos altos quadros de um qualquer conselho de administração. É o objectivo máximo do trabalho de toda a equipa, ou seja, pessoas unidas para estabelecer um padrão consistente de integridade pessoal através da instituição. Uma empresa é tão excelente quanto o seu elo mais fraco da corrente. Uma experiência frustrante vivida por um cliente com alguém da organização, pode afectar seriamente a sua opinião sobre a mesma, como um todo. Se tais comportamentos ou atitudes se repetem ou se os relatos das experiências negativas se espalham, a empresa que era considerada irrepreensível pode sofrer danos irreparáveis. 
Assim sendo, como o velho ditado diz que “uma maçã podre contamina todo o cesto”, também os comportamentos deficientes ou as acções anti-éticas de um só colaborador podem distorcer a maneira como uma organização é vista. Isto pode não parecer justo, mas é a realidade. Na Bíblia, no livro de Provérbios 17:21, isto é apresentado da seguinte maneira: “Ter um filho insensato é realmente triste; o pai de um louco não pode ter alegria”. 
Tal como um pai sente tristeza, o mesmo acontece com um empregador. Seja na família ou numa instituição, um único indivíduo pode arruinar num ápice todo o bom nome duma equipa. Uma contratação mal elaborada pode destruir também uma boa reputação construída ao longo de anos. Vejamos algumas orientações bíblicas para a selecção de pessoas que se tornarão bons recursos na equipa duma qualquer organização: 
Demonstração duma sinceridade genuína. O currículo do indivíduo é autêntico? Ele demonstra ser alguém com apreço pela verdade ou acha que é capaz de a torcer para conseguir algo a todo o custo? “O Senhor detesta os mentirosos; mas os que vivem com sinceridade são do seu agrado” (Provérbios 12:22). 
Pessoas com uma reputação sólida. Tem boas recomendações de pessoas credíveis e respeitadas? Se o indivíduo vai exercer funções de liderança deve ter dado provas dum compromisso de integridade pessoal e profissional. “Pois o bispo (o líder sénior) deve ser uma pessoa de boa reputação... prudente, equilibrado, acolhedor, e deve ter capacidade para ensinar... também os diáconos (o líder júnior) devem ser pessoas dignas e homens de palavra. Não devem ser... gananciosos...” (I Timóteo 3:2 a 8). Estas qualificações estão relacionadas a um tipo de liderança espiritual, mas também se aplicam aos que desejam comandar qualquer projecto que envolva pessoas. 
Lembro novamente o conteúdo de Provérbios 17:21, que diz não haver alegria para o pai de um tolo. Assim, também, não há alegria para um líder cujos colaboradores trazem vergonha ou descrédito para a organização que representam. Da próxima vez que tiver que lidar com admissões ou contratações, ou mesmo simples envolvimento de pessoas em projectos, procure seleccionar quem traga alegria em vez de desgosto... 
Rick Boxx

Fonte: ASPEC, Reflexões da Semana. Edição n.º 639,  2 de Junho de 2014.