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Perdoa os outros
"Se não perdoares aos homens as suas ofensas, também vosso Pai não perdoará as vossas ofensas" Mateus 6.15O tema do perdão é um dos mais importantes que encontramos na Bíblia. Jesus, na sua oração modelo, introduz esse tema: "perdoa-nos as as nossas dividas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores." (Mateus 6.12). O perdão:
É um assunto que deve ser tratado com urgência (Mateus 18.15-20)
O perdão é um assunto sério que envolve, arrependimento de quem fez o mal, e a misericórdia da pessoa atingida. O ensino de Jesus é que a pessoa ofendida deva fazer tudo para perdoar ofensor, para isso, quando tem algo contra alguém deve:
- Se possível ir ter com a pessoa e resolver o assunto a sós (Mateus 18.15)
- Caso a pessoa não reconheça o erro e não haja perdão, deve confrontá-la com duas testemunhas (Mateus 18.16)
- Se realmente a pessoa não se arrepender, então entregar o assunto à igreja (Mateus 18.17)
Jesus ensina que perdoar não tem limites. Os 70 vezes sete não é um número máximo, mas sim, uma ilustração de que não tem limites.
É uma demonstração de misericórdia (Mateus 18.23-27)
Com a parábola do credor incompassivo, Jesus ensina que perdoar é um ato de misericórdia. Ao perdoar uma pessoa estamos a demonstrar o mesmo sentimento que Deus teve para connosco ao perdoar o nosso pecado.
Se não perdoarmos então não somos dignos de perdão divino (Mateus 18.28-35)
Com esta parábola Cristo demonstra que, se não perdoarmos os nossos devedores que clamarem por perdão, então Deus também não perdoará nenhuma das nossas ofensas.
Conclusão
Perdoar é uma características de um cristão. Ele deve fazer tudo para que as pessoas que o ofendem venham a se arrepender e assim possa existir perdão. O perdoar não é um ato limitado, ele deve ser um gesto que manifeste misericórdia e amor pelos outros. Ao perdoarmos os outros estamos a demonstrar o mesmo amor que o Senhor teve para connosco, pois nós como pecadores não éramos dignos de perdão, mas Deus sendo misericordioso para connosco nos perdoou em Cristo Jesus (Romanos 5.8-11).
O Temor do Senhor
“O temor do SENHOR de vida para evitar os laços da morte” é fonte (Provérbios 14:27). Encontramos expressões semelhantes a esta, frisando a importância do temor do Senhor, mais de 25 vezes na Bíblia, a maioria no livro de Provérbios. O temor de Deus não é pavor irracional. Ele é santo, justo e poderoso, e qualquer ser humano deve sentir respeito profundo para com o Criador e Juiz de todos (2 Crônicas 19:7-9).
Pastor Alexandre Glória
O temor de Deus traz entendimento e nos protege dos maus caminhos (Jó 28:28; Pv. 19:23; 22:4). O respeito a Deus nos dá motivo para evitar o pecado em nossa vida – “Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal” (Pv. 16:6). Vários trechos o descrevem como a base da sabedoria (Pv. 1:7; 9:10; Salmo 111:10).
Qualquer doutrina ou prática que desvia os nossos olhos de Deus pode destruir o temor do Senhor. Esta foi a preocupação dos israelitas quando pensaram que alguns de seus irmãos estivessem caminhando para a idolatria (Josué 22:25). Da mesma forma, materialismo e doutrinas que minimizam a importância de Deus diminuem a reverência por parte de suas criaturas.
Cada pessoa tem a opção de buscar o conhecimento de Deus para aumentar o seu temor do Senhor: “Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR” (Salmo 34:11). Da mesma maneira, podemos rejeitar este entendimento e desprezar o temor de Deus: “O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.... Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do SENHOR” (Pv. 1:7,29). Esse respeito para com Deus é essencial para o crescimento da igreja, como observamos na igreja primitiva (Atos 9:31). Pessoas que já conhecem a palavra e demonstram o temor do Senhor, naturalmente falarão a outros, oferecendo-lhes a mesma esperança (2 Coríntios 5:11).
O livro de Provérbios compara o temor do Senhor com o conhecimento de Deus (Pv. 2:5-6) e o conhecimento de Deus, no Antigo Testamento está aliado ao relacionamento com Javé, o Deus da Aliança (Os. 6:1-3). Apenas aqueles que se relacionam com Javé, por meio da lealdade à Aliança, encontrarão os tesouros da sabedoria.
A ideia de “temor do Senhor” impede que a fé se torne um sistema mecânico de causa e efeito, onde as pessoas simplificam as complexidades da vida dando respostas decoradas a perguntas difíceis. O temor do Senhor preserva o caráter incompreensível de Deus e o mistério profundo da vida. Pastor Alexandre Glória
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